Apresentação Psicóloga Luciana Nunes

 Apresentação Psicóloga Luciana Nunes

Formação Acadêmica
- Nova Southeastern University
Master of Science - Mestra em Ciências
Mental Health Counseling - Psicoterapia da Saúde Mental
Fort Lauderdale, Flórida - Dezembro 1995

- Nova Clinic
Especialização em Psicoterapia Breve
Fort Lauderdale, Flórida - Dezembro 1995

- Universidade Gama Filho
Título de Psicóloga.
Bacharelado em Psicologia.
Licenciatura em Psicologia.
Rio de Janeiro, Brasil - Dezembro 1990

Inscrições
Primária – Rio de Janeiro
Conselho Regional de Psicologia CRP 05-15513
Secundária – São Paulo
Conselho Regional de Psicologia CRP 06-206/07

Filiações
International Society for Mental Health Online
American Counseling Association ACA 05147839

Memorial - Psicóloga Luciana Nunes

Trajetória acadêmica, profissional e pessoal.


O Memorial constitui, pois, uma autobiografia configurando-se como uma narrativa simultaneamente histórica e reflexiva. Deve então ser composto sob a forma de um relato histórico, analítico e critico, que dê conta dos fatos e acontecimentos que constituíram a trajetória acadêmico-profissional de seu autor, de tal modo que o leitor possa ter uma informação completa e precisa do itinerário percorrido (SEVERINO, 2001: 175)


Conclui a graduação pela Universidade Gama Filho em 1987. Mesmo com todo o meu entusiasmo de recém formada, fui surpreendida com um convite de acompanhar o meu marido, na época, a residir nos Estados Unidos da América. Aceitei e me mudei para Fort Lauderdale, Florida em 1990.

O desejo de trabalhar como psicóloga pressupunha um domínio não só da língua inglesa, mas da constituição lingüística do americano. Após 8 meses estudando inglês por 5 horas diárias, senti que a minha habilidade de comunicação estava satisfatória, mas precisava me relacionar não como estrangeira, mas como uma profissional prestando serviços para americanos. Respondi então a um anúncio no jornal local para uma posição assistente social em uma Instituição Psiquiátrica Henderson Mental Health Center / New Vistas Branch como assistente social em 1991. Após cinco meses, o supervisor do programa do Programa New Vistas / Day Treatment, Eric Hedin, me perguntou se eu não gostaria de aplicar para o cargo de psicoterapeuta. Fui promovida assim em fevereiro de 1992. Eu era responsável por um grupo de 15 pacientes para atendimentos individuais, liderava 3 grupos terapêuticos diariamente e responsável por todos os relatórios relacionados as minhas atividades profissionais. Neste período fiz parte do comitê de Plano de Tratamento, onde avaliávamos cada paciente para montar a grade de atividades dentro do programa da instituição.

Neste mesmo ano, senti a necessidade em decorrência a minha nova posição em ingressar no mestrado. A minha escolha foi pela NSU – Nova Southeastern University em um curso na área científica relacionado à psicoterapia da saúde mental, Master of Science - Mental Health Counseling.

No mestrado tive a oportunidade de ter um professor com deficiência visual, que somente recebia os trabalhos por e-mail. Pensei: e-mail! Eu tinha uma caixa postal eletrônica pela Universidade, mas diante do meu professor, senti necessidade de não ficar presa ao mundo virtual da Universidade e cai na rede da AOL. Tudo se tornou muito claro que no momento que sai da Intranet da Universidade e entrei na Internet, tudo mudaria para mim. Era 1992 e pela primeira vez vivia a interatividade da rede mundial de comunicação. Para o Brasil, eu ainda passava fax para meus familiares e amigos. Mas o meu irmão, que estava fazendo doutorado na New York University, por mero egoísmo de acompanhar a minha primeira gravidez, resolveu me dar minha primeira web-cam. Em uma noite, um colega do Chat/AOL no Japão teclou: “ Lucy espere que eu quero te mostrar uma coisa..... “ e virou a web-cam para a janela e eu vi o nascer do Sol do outro lado do mundo! A realidade da sincronicidade atemporal me encheu de emoção. Naquele momento eu sabia, que tudo iria ser diferente, que a minha noção de tempo/temporalidade mudariam, eu estava jogada e imersa na noção do tempo real.

Meu filho nasceu em janeiro de 1993 e optei em sair da Henderson Mental Health Center / New Vistas, me dedicando somente ao mestrado.

Na conclusão do mestrado e residência em 1995, fiquei grávida da minha filha. O momento foi propicio para que eu passasse pela prova da licença da Florida como Mental Health Counselor. Resolvi não mais trabalhar período integral e sim como psicóloga clínica em consultório particular.

Após algumas cartas de apresentação, acabei sendo chamada pela East Las Olas Psychological Group/ELOPG fundada em 1980 . Na entrevista pude verificar a força da indicação da Henderson e da minha supervisora da NSU. Fui aceita em março de 1996. Eu era a única estrangeira, dentre 5 psicólogos e 2 psiquiatras. Trabalhei na ELOPG até os meus últimos dias literalmente nos Estados Unidos. Nesse momento, já era final de 1997 e comecei a sentir um desejo de voltar para o Brasil.

No meu retorno, mesmo temporário para o Rio de Janeiro, concorri com um projeto de implantação do serviço de psicologia no Instituto de Doenças do Tórax – IDT. O projeto foi aprovado e fiz parte da comissão de implantação do IDT, responsável pela idealização e formulação da Unidade de Apoio Psicológico entre o período de 1997 a inicio de 1999 sob direção do já falecido, Dr. Saad. Contudo, acabei me mudando para São Paulo. Na minha busca no reposicionamento profissional me deparei com o diretor clinico, Dr. Hélio Pinczowski do Hospital Panamericano, que coincidentemente trabalhou em Miami no Hospital que fazia parceria com o Hospital Universitário da NSU.

Iniciei no Hospital Panamericano em 1999 com um novo desafio: desenvolver a Unidade de Psicologia Hospitalar/ UPH. Depois de algumas tentativas de implantação, acabei estruturando a UPH sob tripé – prática, pesquisa e ensino. Além de todo o escopo de atendimento psicológico para pacientes e acompanhantes, mantinha um grupo de estudos para estudantes e profissionais da psicologia e o programa de treinamento multidisciplinar direcionado ao corpo clínico do hospital – constituímos então o CEHPAN – Centro de Estudos do Hospital Panamericano. Fui membro da comissão de pesquisa e ética do Hospital Panamericano, que visava a avaliação e aprovação de pesquisas internas e multicentricas.

Apresentei em 2000 no V Congresso de Psicologia Hospitalar dois trabalhos: Humanização na UTI e resultado da pesquisa realizada no Hospitala Panamericano: Padrão de comportamento tipo A X Fatores de risco na ocorrência do infarto do miocárdio.

Mesmo estando completamente envolvida pela psicologia hospitalar, mantinha meu interesse na dinâmica da antropologia do mundo virtual. Em 1999, coloquei online o Psicoinfo - www.psicoinfo.com.br, como uma porta de entrada para meus estudos na Internet. Este movimento me incentivou a apresentar um trabalho que teve uma grande repercussão na mídia:” Possibilidade de viver outras vidas. Nesta vida.” no I Seminário Nacional de Psicologia e Informática, no Centro de Convenções SP. Esta foi a primeira de uma seria de palestras relacionadas a psicologia e informática em São Paulo, como: “Sexo em versão digital Cybersexo” no Simpósio de Psicologia e Informática 2000 e “Visão clínica da influencia patológica no uso da Internet. Prática de atendimento” no evento organizado no Rio de Janeiro – Psicologia e Internet: Uma parceria delicada, entre outras.

Paralelamente, no Hospital Panamericano, iniciei também uma agenda de seminários abertos ao publico da área da saúde oferecidos pela UPH e um dos palestrantes entrou em contato para solicitar uma parceria com a UNISA – Universidade de Santo Amaro, sob a coordenação do Prof. Dr. Luiz Gonzaga Leite. Fechamos uma parceria – Hospital Panamericano e UNISA para montar um curso de Pós Graduação em Psicologia Hospitalar, devidamente reconhecido pelo MEC e para o título de especialista. Fui docente das duas primeiras turmas no curso de Pós Graduação.

A UNISA então, sabendo do meu interesse de retornar ao Rio de Janeiro, me convidou a coordenar o mesmo Curso de Pos Graduação em Psicologia Hospitalar porém, no Rio de Janeiro e em parceria com o Hospital São Silvestre. A proposta foi aceita e voltei à minha terra natal. Dois anos depois, aconteceram alterações na direção geral da UNISA e foram extintos todos os pólos fora do estado de São Paulo, incluindo o de Psicologia Hospitalar que eu coordenava no RJ.

Nova mudança e de novo, o momento foi realmente propício já que a minha vida estava dividida entre psicologia & informática e psicologia hospitalar e estava criando alguns conflitos. Decidi em fazer o que já sabia que deveria ser o meu foco. Resolvi me dedicar exclusivamente ao estudo da antropologia do mundo virtual. O mesmo ocorreu na minha prática no consultório, comecei a selecionar a demanda clinica dos meus cliente/pacientes. Estava mais direcionada ao atendimento relacionado pela interferência da tecnologia nas relações humanas e dinâmicas mediadas pela tecnologia.

Nesses quase 10 anos de existência, o Psicoinfo tomou uma proporção muito maior do que poderia imaginar. Hoje, em sua terceira versão, com mais de 35 mil usuários cadastrados, o Instituto Psicoinfo é reconhecido como uma referência no estudo da psicologia em informática. Atualmente, na minha posição de Diretora do Psicoinfo, faço consultoria à mídia televisiva e impressa sobre temas relacionados ao comportamento contemporâneo do internauta brasileiro e mantenho no meu consultório psicológico presencial em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Sinta-se à vontade, e qualquer dúvida, entre em contato no meu e-mail pessoal : luciana@psicoinfo.com.br.

Atenciosamente,


Participação na mídia



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