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Dia da Internet Segura. O Psicoinfo apóia esta idéia!
No dia 9 de fevereiro de 2010 será o Dia da Internet Segura, com o tema "Pense Antes de Postar". Na data, haverá uma série de eventos organizados pelo Ministério Público Federal em São Paulo, pelo CGI (Comitê Gestor da Internet) e pela ONG SaferNet. O principal objetivo da data é conscientizar os internautas para o uso seguro e responsável da rede.
Um debate para estudantes e professores e um plantão voltado ao cidadão serão realizados no auditório da sede do CGI, no Brooklin, em São Paulo, na data escolhida para o evento.
Os trabalhos começam às 10h, com o debate "Privacidade x Segurança na Internet: um equilíbrio possível?". Voltado ao público jovem, especialmente universitários e professores, o evento visa discutir o papel de vários atores na área de proteção dos direitos dos cidadãos, não apenas usando novas tecnologias na persecução penal, mas se preocupando em preservar os direitos individuais.
Às 14h começa o Plantão da Cidadania na Web. Num bate-papo coloquial, operadores do direito, como procuradores da República e promotores, técnicos da área de informática e internet, educadores e psicólogos ouvem as principais dúvidas dos internautas sobre ameaças e armadilhas na internet e dão sugestões de encaminhamentos que podem ser dados sob os enfoques legais, técnicos, educacionais e familiares, dependendo do caso.
Em ambos os eventos as vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail nucleodeeventos@prsp.mpf.gov.br. Tanto o debate quanto o plantão serão transmitidos ao vivo, no site www.internetsegura.br.
Participe aqui do nosso Blog no debate sobre Internet Segura
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Telefônica traça perfil inédito do uso da internet e outras tecnologias
Estudo ouviu 25 mil estudantes do Brasil e de outros seis países
A Fundação Telefônica lançou hoje a publicação "A Geração Interativa na Ibero-América: Crianças e adolescentes diante das telas". Realizada pelo programa EducaRede, da Fundação Telefônica, a pesquisa, que é relatada no livro, foi coordenada por Xavier Bringué Sala e Charo Sádaba Chalezquer, pesquisadores da Universidade de Navarra (Espanha).
O livro traz os resultados de estudo sobre o uso de diferentes tecnologias - como internet, celular, videogame e televisão -, realizada com 25.467 estudantes entre 6 e 18 anos de escolas públicas e privadas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela, no período de outubro de 2007 a junho de 2008.
No Brasil, a amostragem foi realizada no Estado de São Paulo. Foram considerados 4.205 alunos de escolas paulistas públicas e privadas: sendo 790 com idade entre 6 e 9 anos e 3.415 entre 10 e 18 anos.
Entre os países pesquisados, o Brasil se destaca por ter uma Geração Interativa de vanguarda, com alto número de crianças e jovens que não só navegam, mas também produzem conteúdo na internet. De cada dez estudantes brasileiros, dois possuem página web ou blog. Por outro lado, a pesquisa evidencia desafios a serem enfrentados, já que o Brasil obtém a segunda pontuação mais alta (atrás apenas da Argentina) quanto à ausência de mediação: 46% dos estudantes não têm acompanhamento de pais ou professores no uso da rede.
A metodologia utilizada consistiu na aplicação de um questionário online respondido nas salas de informática das escolas participantes, que foi adaptado à idade dos participantes, com base em dois formatos diferentes. O primeiro, composto por 21 perguntas, foi aplicado a crianças de 6 a 9 anos. Ao segundo, com 60 questões, responderam estudantes de 10 a 18 anos.
O EducaRede, programa da Fundação Telefônica que tem como objetivo contribuir para a melhoria da educação pública por meio do uso das tecnologias, desenvolveu a pesquisa com o objetivo de mapear como os jovens e crianças fazem uso das diferentes tecnologias e de, a partir deste diagnóstico, nortear suas ações e desenvolver projetos voltados a esse público. Para isso, o programa convidou as escolas a participarem da pesquisa. Essas, por sua vez, tiveram acesso a seus próprios resultados tabulados para poder utilizar esse aprendizado na orientação de seus professores.
O programa EducaRede é centrado em um portal (www.educarede.org.br), aberto e gratuito, que promove o uso pedagógico da internet por meio de ferramentas e metodologias de interação entre alunos e professores e de conteúdos de apoio ao processo de ensino e aprendizagem.
A realização da pesquisa também está alinhada com a iniciativa do Grupo Telefônica de facilitar o acesso de todos os cidadãos às oportunidades que as TIC oferecem. A publicação é parte de um programa bem mais amplo do Grupo Telefônica sobre as Gerações Interativas da América Latina, que tem como objetivo impulsionar o uso responsável das novas tecnologias e fazer uso dos resultados da pesquisa para orientar as ações de proteção às crianças e aos adolescentes nos países em que atua.
Principais resultados
• Um em cada dois estudantes brasileiros diz que nenhum professor utiliza a internet para explicar matéria ou estimula o uso da rede;
• Seis em cada dez estudantes brasileiros acessam a internet em lan houses;
• 72% dos alunos declaram gostar de utilizar o Messenger porque podem conversar com seus amigos. De fato, 50% afirmam que "sempre que posso me conecto ao Messenger";
• Um em cada dois adolescentes brasileiros tem e conheceu pessoalmente algum de seus amigos virtuais;
• Dois em cada dez jovens brasileiros são os chamados heavy users de videogame, já que gastam mais de duas horas diárias jogando. Os estudantes do Brasil são os que gastam mais horas diárias com videogame em relação aos jovens da Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela;
• Cinco de cada dez crianças brasileiras reconhecem que fazem o dever de casa assistindo televisão.
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A internet na sala de aula
Cada vez mais educadores descobrem o potencial de usar conteúdos multimídias para ensinar. A nova geração de jovens já tem pleno domínio da tecnologia e a companhia de computadores em sala de aula é a nova realidade de algumas escolas.
A educação não poderia ficar de fora da revolução digital. Muitas escolas já perceberam a eficácia das novas tecnologias no ensino e levam os computadores para dentro da sala ou ensinam os alunos a pesquisarem corretamente usando a internet como ferramenta.
Mas os especialistas alertam: os professores e pais têm de se atualizar e conhecer a fundo esses novos recursos. Trabalho difícil em meio ao conflito de gerações que se desenha: de um lado os alunos, acostumados a banda larga e ao celular; de outro, professores que um dia desejaram um moderno videocassete em sala.
Para a mestre em educação Márcia Di Palma, do Núcleo de Pesquisa de Práticas Pedagógicas Interativas da Universidade Tuiuti do Paraná, a solução deste dilema está na inclusão e capacitação do professor. “A preparação vem com o uso. Para se criar com um novo recurso tecnológico é preciso primeiro dominá-lo. É um processo natural”, afirma.
E os números mostram que os professores precisam ser incluídos no acesso e domínio da tecnologia. Segundo o último Censo dos Profissionais do Magistério da Educação Básica (2003), realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), dos 1,54 milhões de professores entrevistados, 585 mil têm computador em casa, contra 700 mil que não têm contato com o equipamento.
“Se você não tem capacitação, o espaço do laboratório de informática é subutilizado”, comenta a professora Márcia, pesquisadora do uso de tecnologia em sala há 14 anos.
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Aprendendo melhor com a ajuda da informática
“As crianças conseguem entender melhor o conteúdo quando veem um vídeo, uma animação, do que quando ouvem falar sobre o conteúdo ou veem uma ilustração no livro”, conta a professora Sílvia Regina Darromqui, que usa vídeos e conteúdo que baixa da internet para ensinar ciências na Escola Estadual Victor do Amaral, em Curitiba.
Sílvia usa uma televisão com porta USB, que permite exibir material armazenado em um pen drive em tevês apropriadas a essa função. Ela conta que as noções de Física e Química ficam mais reais para os alunos da 8ª série com o uso da tecnologia. “Consegui mostrar, por exemplo, a primeira vez em que um elétron foi filmado, apresentando um vídeo do YouTube (www.youtube.com), diz Sílvia.
A professora diz que o uso de conteúdo disponível na internet em sala de aula desperta a curiosidade dos alunos para procurar por conta própria mais conteúdo na rede. “Eu seleciono com cuidado todo conteúdo que apresento e eles sempre perguntam onde podem encontrar mais sobre aquele assunto”, afirma.
Na escola Positivo Jardim Ambiental, pelo menos uma vez por semana as aulas são na frente do computador. Disciplinas como Física e Biologia são ensinadas no monitor, com animações e simuladores. “Acessamos, em sala, um portal que simula um microscópio eletrônico, um equipamento extremamente caro para se ter em uma escola. Pelo site os alunos visualizam lâminas reais de tecidos”, diz Juliana Augusta Dadaz, professora de informática da escola.
As alunas da 6ª série do colégio, Izabela Mara Martins e Bruna Isadora Bastos, 11 anos, dizem que as aulas de ciências na frente do computador ajudam a entender melhor o conteúdo. “Você já tem uma visão definida do que o professor está falando, não precisa ficar imaginando”, diz Bruna.
As alunas contam que já utilizavam a internet em casa, mas que o uso é mais para entretenimento do que para os estudos. Mesmo assim, a rede é a única fonte de pesquisa. “Minha mãe prefere que eu faça pesquisa com livros, mas com a internet é mais fácil e rápido, você digita e já aparece tudo”, diz Izabela.
A própria aula de informática ganhou nova roupagem. Se no começo dos anos 1990 se aprendiam princípios de MS-DOS e editor de texto em monitores de tela verde, hoje, as crianças da 5ª série têm noções de organização da informação e, na 6ª série, aulas de pesquisa avançada na internet e de produção de vídeo. “Essa é uma geração hi-tech. Eles dominam o equipamento e têm muita facilidade para aprender”, conta Juliana.
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Capacitação do professor como ferramenta de segurança
Na infinidade de informações que a internet dispõe ao usuário, o que há de melhor e de pior se mesclam. Por isso, é preciso critério e informação para não ter problemas. “Comparo a internet com uma imensa banca de revistas. Tem de tudo, mas qual você vai comprar e como você vai escolher é um problema”, diz a especialista em Tecnologia na Educação, professora Gláucia da Silva Brito, da Universidade Federal do Paraná.
A pesquisadora defende que o professor deve estar preparado para orientar os alunos com relação às pesquisas e à veracidade do conteúdo que encontram. “O professor precisa saber, por exemplo, identificar quando uma pesquisa é mera cópia de conteúdo da internet. Mas isso não é propriamente um mal exclusivo da rede, na minha época os alunos faziam isso com a Enciclopédia Barsa. É uma questão cultural”, comenta.
Gláucia afirma que o papel do professor na sala de aula com a entrada das novas tecnologias não se altera. A sua função ainda é educar e não ser um mero instrutor. “Nunca será papel do professor repassar informações, mas ensinar o aluno a ter senso crítico sobre o que ele observa. Há sete anos discutíamos qual tecnologia poderíamos utilizar em sala de aula, hoje pensamos em como usar o máximo das tecnologias disponíveis”, relata.
A advogada e pedagoga especialista em direito digital do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, Cristina Sleiman, co-autora do livro Direito digital no dia-a-dia, relata casos sobre os riscos do mau uso da internet pelos jovens, que a utilizam mais para o entretenimento.
Para Cristina, os pais e os professores devem sempre intermediar o acesso do aluno à rede.“É preciso orientar a criança desde cedo, pois elas têm esse contato ainda pequenas. Temos de formar a cidadania digital, a criança precisa saber que ela pode ser tanto vítima quanto infrator na internet”, afirma.
A especialista diz que o primeiro passo para essa educação crítica é pais e educadores conhecerem as ferramentas. “Os pais precisam saber o que é o Orkut, o MSN, o Youtube. Só conhecendo bem as ferramentas é que poderão monitorar e orientar o uso saudável da rede”, opina.
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Pesquisa diz que 46% das crianças e adolescentes brasileiros usam internet sem supervisão de adulto
Atenção, senhores pais. Se o seu filho tem computador com acesso à internet, você precisa repensar a relação dele com a tecnologia e a maneira com que você lida com a interação da criança e do adolescente. O alerta e as consequências já são conhecidos, mas uma pesquisa inédita realizada pelo Programa EducaRede, da Fundação Telefônica, em parceria com a Universidade de Navarra, descobriu estatísticas preocupantes.
O estudo que ouviu 25 mil estudantes do Brasil e de outros seis países descobriu que 46% dos estudantes não têm acompanhamento de pais ou professores no uso da rede. Além disso, de cada dez estudantes brasileiros, dois possuem página web ou blog, o que significa que eles estão produzindo e consumindo conteúdo que nem sempre um adulto viu. E quais os resultados disso tudo?
Charo Sádaba Chalezquer, pesquisadora da Universidade de Navarra, envolvida na pesquisa, fala como lidar com o problema.
Para os professores
“Eles precisam ser incentivados e capacitados para encontrar o modo de introduzir a tecnologia em sua prática pedagógica, e eu não me refiro apenas aos equipamentos, mas também para enfrentar as consequências e atitudes que as tecnologias impactam nos alunos."
Internet sem supervisão
“O uso da internet em lan houses é feito, na maioria dos casos, sem supervisão. Nas navegações sem controle, as crianças e os adolescentes carecem de uma orientação que possa estipular regras para algumas coisas que venham a fazer, como fornecer dados pessoais e acessar páginas com conteúdo pouco recomendado. Vale destacar que os jovens podem acessar toda informação, todo o mundo, quando conectados à internet. A principal consequência é que eles ficam expostos, de forma solitária, a situações de risco.”
Mudança nas relações
“O estudo demonstra que a maior parte do uso das redes sociais e dos chats é para reforçar os vínculos sociais previamente estabelecidos. Pode ser que a facilidade de conhecer muitas pessoas faça com que ter muitos amigos no perfil do jovem se torne uma forma de ter popularidade. Com isso, o conceito de amizade pode acabar sendo banalizado. Mas o objetivo fundamental do uso das redes sociais acaba sendo falar e compartilhar coisas com amigos, com aqueles que estudam no mesmo colégio, nas férias e em outras atividades como jogos."
Conhecendo o amigo virtual
“Não há motivo para um jovem ou uma criança conhecer um amigo virtual. Os pais deveriam motivar os filhos a serem mais amigos dos amigos que já conhecem, antes de conhecer gente nova pela internet. Quando essas crianças entram para a fase da adolescência, a partir dos 13 e 14 anos, é mais difícil colocar em prática esse tipo de controle. Neste caso, os pais deveriam orientar seus filhos de que tudo o que é feito na internet deve ser feito com cautela.
Nunca deve-se encontrar sozinho um amigo que conheceu virtualmente, nunca deve-se fornecer dados de caráter pessoal, como endereço e telefone. Eu acredito que os pais nem sempre estão cientes que seus filhos estabelecem esse tipo de contato na internet.”
Repensar a educação
“O primeiro passo consiste em estar consciente de que as novas tecnologias, as novas mídias, já fazem parte do contexto educacional. Não ser um especialista em tecnologia não nos desabilita para educar essa geração: é preciso estar preparado para entender os efeitos que o uso das tecnologias têm na vida para incorporá-los e modificar o discurso educativo. Os jovens entendem mais das novas tecnologias, mas carecem de experiência de vida, coisa que os adultos têm.
A educação sempre teve o objetivo de formar pessoas responsáveis, livres e capazes de viverem suas próprias vidas. Mas até que ponto as novas tecnologias os aproximam ou afastam desses objetivos? Aliás, pode deixá-los poucos reflexivos, impacientes. E como podemos ajudá-los lidar com essas coisas? Creio que esse é um desafio apaixonante que os pais e professores têm de agora em diante. E a responsabilidade deles é indiscutível.”
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Educação se faz com educação, por Nylza Jorgens Bertoldi*
A visão de futuro para a educação em crise é um devir à espera de novos rumos sempre idealizados numa transferência de responsabilidades. Um novo olhar está, pois, a exigir uma ação urgente e enérgica de políticas públicas que devolva à educação, por tanto tempo à sombra do descaso, a dignidade que se impõe como mola mestra da sociedade. Família e escola num compromisso intransferível, conjunto e interativo, de maneira compartilhada, mobilizarão todos os recursos indispensáveis para suprir com êxito as prioridades da educação, resgatando, em tempo, valores perdidos, projetos inadequados, reconhecendo os direitos fundamentais dos que são, em verdade, sujeitos da educação.
Leve-se em consideração que a educação básica fundamental nunca foi questão de relevância dos poderes públicos e, ao contrário de outros países latino-americanos, não conduziu a escola pública a sua destinação como projeto de povo civilizado. Hoje, assistimos a uma geração que viu chegar pela indústria ultraligeira (computador, internet, televisão) o acesso à comunicação imediata e receber as influências dos modelos culturais vigentes. Esta relação superpoderosa da criança e do adolescente com o mundo virtual é responsável, em grande parte, pela fragmentação dos valores permanentes.
Esta geração não só viu chegar o progresso da humanidade, atropelada pelo ritmo das transformações, como viu, também, o ofuscamento dos sentimentos e a coisificação do espírito. O grande desafio da escola do século 21 é educar pela linguagem dos afetos, sob pena de esvaziar a educação como tal e reduzi-la a processos meramente cognitivos. É preciso que o professor esteja aberto às exigências que rompem as barreiras do corporativismo e repense a educação como “projeto humano” que possibilite o aluno a refletir e a perceber a sua historicidade.
O educador não é aquele que somente ilustra mentes, mas aquele que “cria homens”. O aluno, ao chegar à escola, precisa ter a noção de limites, do que é ou não permitido fazer dentro dos padrões desejáveis de um comportamento adequado às regras de convívio social. Por sua vez, a escola ampliará princípios e atitudes de respeito e hierarquia, de conduta, bom senso e convivência cidadã. Educação se faz com educação. Haverá menos violência se o professor, com afeto, disciplinar os seus alunos para o exercício da cidadania. Embora se possa afirmar que as tentativas de mudança sempre buscaram as melhores fontes pedagógicas do seu tempo, o ensino-aprendizagem, em especial a alfabetização, foi fadado ao fracasso e sempre embaraçado na eterna discussão de como ensinar e obter resultados satisfatórios.
Uma pedagogia crítica, inovadora, dialética, opinativa, que leve o aluno a pensar e a entender o mundo onde vive pelas relações interpessoais e as relações com o ambiente, será o primeiro passo para um salto de qualidade no ensino e construir a educação que o Rio Grande do Sul espera e o Brasil agradece.
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Aprender na era digital
São Paulo, 26 de março de 2009 - "Desejar o saber é da natureza do ser humano" constatava Aristóteles, na Antiguidade. Esse desejo levou os homens da sociedade industrial a organizar a vida dos cidadãos em três grandes fases: a juventude, quando por volta de 20 anos dedicam-se a aprender a "vida ativa", que dura em média 30 anos, na qual devem ser produtivos; e a “melhor idade", quando sobram de 10 a 30 anos para aproveitar o que conseguiram conquistar nas primeiras etapas da vida.
Nesse modelo, o Estado e a família ficaram responsáveis por providenciar a infra-estrutura necessária à fase inicial de aprendizagem. O sistema educacional foi pensado para desenvolver nos indivíduos as aptidões culturais, científicas e técnicas para que eles se tornem cidadãos produtivos e retribuam por meio de tributos que vão financiar a formação das novas gerações.
Hoje, a era pós-industrial deixa claros os limites deste sistema. Primeiro, porque os estados enfrentam grandes dificuldades estruturais para manter um sistema educacional de qualidade que seja capaz de reduzir o gap entre estudantes formados e profissionais capacitados. É que o conhecimento das organizações é tão complexo e avançado que as formações genéricas tendem a gerir profissionais relativamente despreparados para a realidade empresarial.
Segundo, porque o ritmo com o qual a humanidade gera novos conhecimentos, nas mais diversas áreas, exige uma aprendizagem constante de qualquer profissional ao longo da sua vida. Tão importante quanto o conteúdo da formação é a capacidade de aprender a aprender; ou seja, de se tornar um eterno estudante.
Por fim, porque as evoluções tecnológicas das últimas duas décadas possuem um impacto ainda subestimado sobre os sistemas de ensino/aprendizagem. Isso tudo nos leva a refletir sobre algumas das competências-chave para aquele que se propõe a aprender algo na era digital, a quem chamo de aluno ou estudante.
Em primeiro lugar, esse novo estudante deve saber lidar com a abundância de recursos. Hoje, se você deseja aprender, por exemplo, sobre o estado da arte de sistemas de busca, é possível acessar milhares de conteúdos que tratam a questão, em todos os níveis. Porém, quem conhece o canal da Universidade de Berkeley, no YouTube, pode assistir à aula que o Sergey Brin (fundador do Google) ministrou na própria Universidade.
A quantidade de informação armazenada na rede cresce de maneira exponencial e as ferramentas de busca melhoram cada vez mais o acesso às informações. Em contrapartida, raros são os estudantes capazes de manter o foco em sua busca, sem se deixar levar por outros tantos assuntos que aparecem durante suas pesquisas na internet. Na nuvem de informações e serviços que constitui a web para qualquer área de conhecimento que se deseje explorar, existem inúmeros recursos cada vez mais sofisticados e capazes de aproximar mais e mais os alunos de seus objetivos. Mas a relação com as fontes de informação muda, já que saber usar recursos avançados e compilar resultados que realmente sejam pertinentes ainda é um desafio na era digital. É preciso aprender a selecionar o relevante e descartar o resto.
Um segundo ponto fundamental é a capacidade de contribuir com o processamento e a criação de recursos, por meio de redes de indivíduos cada vez mais qualificados. A famosa Wikipédia, com mais de três milhões de artigos em 255 línguas, foi (e ainda é) construída com a contribuição de seus usuários, demonstrando o poder da abordagem colaborativa na construção de referenciais eficientes. A principal evolução, conhecida como Web 2.0, foi a melhoria ergonômica das ferramentas de produção e difusão de conteúdos, facilitando a criação individual e participativa. A partir daí, foram desenvolvidos mecanismos relativamente sofisticados e ágeis como os Wikis e as redes sociais. O domínio dessas soluções constitui mais um desafio para o aprendiz de hoje: colocar-se como contribuinte pertinente neste espaço. Dominar os recursos de produção é um passo fundamental para que o estudante, por meio da sua participação, desenvolva suas habilidades cognitivas. Escrever toma outras dimensões.
A terceira competência chave para o estudante da era digital, depois da seleção das fontes e da capacidade de contribuição, é saber criar o seu próprio ambiente de aprendizagem on-line, não só em termos de conteúdo, mas também em serviços. No modelo das páginas de perfis das redes virtuais, existe uma forte tendência a oferecer ao usuário uma quantidade surpreendente de recursos (WidGets) para personalizar tanto as fontes de informação que ele costuma consultar, quanto os serviços web que ele utiliza nas páginas pessoais, como Igoogle, my Yahoo ou Netvibes. Assim, ferramentas como o MOODLE (www.moodle.org) (atualmente considerada a melhor plataforma de aprendizagem de código aberto disponível no mercado) se tornaram recursos de alto potencial para definir ambientes interativos poderosos, sem a obrigatoriedade de possuir conhecimentos tecnológicos avançados para poder utilizá-lo.
Porém, é necessário dizer que tais plataformas ainda trabalham com uma estrutura adaptada à secular tradição educacional, na qual a responsabilidade do aluno na construção de seus percursos é relativamente limitada, reduzindo sua atuação ao que já está previamente estabelecido pelos “educadores”. O próximo desafio do sistema de educação é oferecer aos estudantes plataformas que eles mesmos possam adaptar e compartilhar em função de seus desafios, de seu estilo de aprendizagem e de suas lacunas de conhecimento. O sucesso fenomenal das tecnologias de entretenimento digital, desde os jogos virtuais em rede, passando pelas plataformas de compartilhamento de conteúdo, até as redes sociais devem servir de inspiração para recolocar a aprendizagem como uma atividade atraente.
"Temos tendência a superestimar o impacto de uma tecnologia em curto prazo e a subestimá-lo no médio e longo prazo", afirma Roy Amara, do Instituto para o Futuro (http://www.iftf.org/). As tecnologias educacionais, após terem muitas vezes decepcionado os usuários ao propor soluções lentas e pouco criativas, estão entrando na maturidade ao passar a oferecer recursos cada vez mais interessantes, poderosos e interativos para os estudantes construírem conhecimento e desenvolverem habilidades. Cabe a quem quiser aproveitar todo este potencial desenvolver suas aptidões de aprendiz digital, experimentando e filtrando. Na era digital ou analógica, o sucesso sempre vai depender do empenho de quem deseja aprender.
(Romain Mallard é diretor de Tecnologia da Digital SK. Engenheiro Mecânico e Especialista em Gestão da Inovação pela Universidade de Tecnologia de Compiègne (UTC), na França, e pós-graduado em Informática Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, e em Sistemas de Informação na Universidade de Tecnologia de Compiègne (UTC), França. Possui oito anos de experiência no mercado, atuando em grandes empresas. )
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Era Digital muda nossos hábitos cotidianos
A cada dia, o mundo em que vivemos passa por inúmeras mudanças. A natureza muda, nossos hábitos cotidianos, nossa tecnologia, tudo o que ontem era novo, hoje já é velho. O mundo nunca parou de mudar, porém, talvez esse seja o tempo em que estamos dando mais atenção a isso, já que, cada vez mais essas mudanças influenciam nosso modo de viver. Estamos em uma era, onde tudo será diferente, pois estamos em tempos, que as máquinas, sejam elas de qual tipo for, ganham cada vez mais espaços em nossa sociedade. Hoje, seria impossível viver sem os computadores ou sistemas informatizados que utilizamos em nosso cotidiano e nem nos damos conta que esses sistemas que nos controlam, são controlados por outras pessoas.
Tudo parece simples e na verdade é, porém, não nos damos conta que vivemos em um submundo, do qual a maioria não sabe que faz parte. Simplesmente, porque sabemos que ele existe, mas, mal nos damos conta que estamos nele. Fazemos parte de um mundo chamado, \"Tecnologia\", que apesar de ser muito útil, e indispensável para nossa sobrevivência, pode também apresentar muitos riscos.
Não está muito longe o tempo, onde todo indivíduo desta terra terá um retrato digital, informações genéticas, e mais informações, gravadas em um enorme banco de dados, onde será possível acompanhar os passos de cada ser, 24 horas por dia, durante os 7 dias da semana. O mundo está mudando e temos que sempre aprender a lidar com ele, e cada dia que as máquinas controlam mais nossas vidas, não seria útil, que nós soubéssemos controlá-las mais do que elas a gente? Ou que pelo menos, tenhamos mais noção sobre elas?
É fácil imaginar a cena, você levanta todos os dias, liga seu computador, lê seu jornal eletrônico, dá uma olhada em sua conta bancária, depois, você liga sua TV, e após se cansar, pega o carro e vai ao médico, faz uns exames em uma máquina estranha, logo após sua consulta, faz um saque em um banco qualquer, para fazer umas comprinhas, depois indo ao caminho do shopping, você recebe um telefonema, de uma garota que conheceu na noite passada, e como estava falando no celular, enquanto dirigia, nem se deu conta que você passou por um radar eletrônico e estava acima da velocidade permitida.
A velocidade das mudanças é tão avassaladora que três das mais importantes tecnologias do momento não existiam há 20 anos: o telefone celular, a Internet e o CD. Hoje, os avanços estão em todos os lados: na medicina, na economia, nas artes, no dia-a-dia. No Brasil, as pesquisas apontam que se assiste menos à TV e muitos sacrificam horas de sono para trocar e-mails, navegar pela rede ou entrar nas salas de bate-papo online. O horário de pico de audiência na Internet começa ao anoitecer e vai até o início da madrugada, quando as tarifas telefônicas são mais baratas.
Sobre o Portal Educação –O objetivo de cada um é criar um ambiente segmentado, com cursos direcionados às áreas de farmácia, enfermagem, pedagogia, biologia, fisioterapia, gestão e liderança, odontologia, veterinária, esporte, medicina, nutrição, psicologia, turismo e hotelaria, estética e tecnologia.
Atuando desde 2001, o Portal Educação já ganhou diversos prêmios relacionados ao ensino a distância e virou referência do mercado no País. Trabalhando com mais de 300 cursos livres e de atualização, a empresa já treinou e capacitou milhares de pessoas no Brasil e no exterior, estando presente em mais de 60 países.
O Psicoinfo tem o orgulho de ter Portal Educação como parceiro em Educação A Distancia.
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