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 Psicóloga Luciana Nunes
 Diretora do Instituto Psicoinfo
 Responsável por este Portal

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 SEXUALIDADE / SEXO

 Jogos Eróticos de Anne Hooper
R$ 51,00

O minimanual traz jogos que estimulam a imaginação e aumentam a autoconfiança sexual. Você e seu parceiro (a) podem descobrir como liberar suas fantasias mais ousadas.



 Artigos

· Saiba quais são as dúvidas dos meninos sobre a primeira vez
· Você conhece a camisinha feminina?
· Você sabe usar a camisinha masculina?
· Quando devo colocar a camisinha

· Perguntas que todos gostariam de fazer (NOVO)

· Disfunções sexuais masculinas
· Disfunções sexuais femininas
· O que fazer quando a pessoa sofre de algum tipo de disfunção sexual?
· Sexo seguro
· Principais perguntas e respostas sobre doenças sexualmente transmissíveis.
· Tire as suas dúvidas sobre HIV
· Tire as suas dúvidas sobre a AIDS


 Noticias da Semana

· Infidelidade afeta de maneira diferente homens e mulheres

· Para a mulher, a traição pesa mais na consciência quando há a infidelidade emocional. Mas no Brasil, as opiniões se dividem.

· A crise financeira é uma oportunidade de o casal se unir ainda mais?

· Para ajudar a afastar o fantasma da crise econômica de seu relacionamento, os especialistas listaram 10 estratégias.

· Dicas para uma vida sexual saudável e prazerosa

· Ricardão: o bicho papão

























Sexo seguro



      Há um ditado que diz: "sexo é bom, mesmo quando é ruim". Mas o sexo, além de bom ou ruim, pode ser perigoso para a saúde física e emocional das pessoas. Hoje em dia, uma das maiores preocupações relacionadas ao sexo é possibilidade de disseminação de uma doença gravíssima: a Aids.

      Ao contrário das gerações anteriores, que se preocupavam mais em não ter filhos na hora errada por causa da transa, hoje, a preocupação maior é com a preservação da saúde - e da vida. Até os anos 80, contrair uma doença sexualmente transmissível não era motivo de grande preocupação, pois já havia cura para todas as doenças conhecidas. Foi com o surgimento da epidemia de Aids que o medo voltou à tona, e a camisinha se apresentou como uma espécie de "salva-vidas" para as pessoas com vida sexual ativa.

      Hoje, o que se chama de sexo seguro é aquele praticado com o uso de preservativos (masculinos ou femininos), que têm uma diferença fundamental em relação aos outros métodos anti-concepcionais que, antes da Aids, ofereciam segurança: além de evitarem a gravidez, os preservativos são o único meio do qual dispomos para prevenir doenças - uma delas, ainda mortal.

      Mesmo com todas as campanhas explicando às pessoas sobre a importância do uso de preservativos, menos de 50% dos brasileiros com vida sexual ativa usam camisinha. Por que? As desculpas são muitas: alguns consideram a camisinha incômoda, outros acham que ela "quebra o clima", outros, mais apocalípicos, alegam que ela não funciona. Nenhum deles tem razão.

      Os preservativos são o método contraceptivo mais barato que existe, e protegem nosso corpo contra diversas doenças. Por isso, ninguém pode abrir mão dela. Se você ainda não é um adepto da camisinha, já está mais do que na hora de começar: sempre é tempo de aprender a se proteger.



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Saiba quais são as dúvidas dos meninos sobre a primeira vez



      da Folha de S.Paulo

      1- Acontece alguma mudança no corpo do homem que mostra que ele perdeu sua virgindade?
      Não! Ao contrário das meninas, que, em geral, têm rompimento do hímen e pequeno sangramento da primeira vez, nada muda no corpo do garoto depois da primeira transa.

      2- Colocar camisinha na primeira vez não vai me atrapalhar?
      Colocar a camisinha não atrapalha. Aliás, não colocar camisinha é que pode deixar você em maus lençóis. Treine em casa, antes, sozinho, a colocação da camisinha no pênis ereto. É legal você já saber dos truques antes da primeira vez. Se der uma quebrada no clima, não esquente. Recomecem as brincadeiras e os estímulos e aprendam a fazer da colocação da camisinha parte do jogo erótico do casal.

      3- E se ela começar a reclamar de muita dor?
      Pare. Converse com ela e veja se vale a pena mesmo continuar. Se a garota estiver muito insegura e tensa, não valerá a pena forçar a barra. Deixar para outro dia é uma prova de que você gosta dela e de que se preocupa com o prazer que ela sente. Isso facilita muito a vida dos dois no futuro.

      4- E se eu não acertar o lugar certo? Onde é mesmo?
      Não tem muito como errar. A vagina é o único orifício capaz de permitir a entrada do pênis e ele está mais ou menos no centro da vulva, entre os grandes lábios da mulher. Se estiver um pouco difícil, peça à garota que ajude a guiar o seu pênis. A brincadeira fica até mais divertida!

      5- Como forçar a barra para ela liberar logo?
      Não vale a pena forçar a barra, não. Se ela não está a fim de transar ainda, aprenda a respeitar esse tempo. Uma transa feita sem que os dois estejam à vontade pode se tornar muito mais complicada. Conversem sobre o assunto, sem pressão.

      6- O que eu faço se broxar da primeira vez?
      Não faça nada. Respire fundo e desencane. Muitos garotos têm dificuldade de ereção nas primeiras vezes por causa da pressão e da ansiedade. Isso não quer dizer que o homem tem problemas de saúde. São coisas da nossa cabeça. Se você acha que ficou mais calmo e que vale a pena tentar de novo na mesma noite, vá em frente. Caso contrário, deixe para depois. Não tem que ter pressa quando o assunto é sexo, certo?

      7- E se eu gozar muito rápido?
      Também pode acontecer. Aliás, alguns estudos mostram que até metade dos garotos tem ejaculação precoce (gozam muito rápido) na primeira vez. Como você pode ver, é muito mais gente do que você imagina. As causas disso são a ansiedade e a dificuldade de controlar as sensações do corpo. Com um pouco de experiência e calma, em geral, essa situação muda.

      8- Depois que gozamos, quanto tempo preciso esperar para ter a segunda com a menina?
      Calma! Você nem começou e já quer saber da segunda? Supondo que os dois transaram e estão a fim de ter uma segunda vez na mesma noite, tudo bem. Mas lembre-se de que mais importante do que a quantidade é a qualidade da transa. Talvez curtir o momento da primeira transa e deixar a outra para depois possa ser uma estratégia boa. Não se esqueça da nova camisinha.

      9- Posso transar a primeira vez se tiver fimose?
      Até pode. A fimose (estreitamento da pele que recobre a cabeça do pênis) pode provocar algum desconforto, mas, em geral, não impede a primeira transa. O ideal, no entanto, é, se o garoto tiver mesmo fimose, que ele procure seu médico (pediatra, urologista) para resolver esse probleminha.

      10- Sou homem e tenho um namorado. Nós dois somos virgens. Como fazer sexo anal sem problemas?
      Primeiro ponto: camisinha. Ela protege vocês de várias DSTs e da Aids. Segundo: usar lubrificante à base de água (que não estraga o látex da camisinha) . O ânus não tem a mesma lubrificação da vagina, e os lubrificantes diminuem o desconforto. E, para terminar: muita calma. O ânus tem uma contração reflexa no momento inicial da penetração, que pode causar dor. Ir devagar reduz esse problema.

      11- Na primeira transa entre dois homens, como decidir quem vai fazer o quê?
      Vale lembrar que a relação sexual entre dois homens ou entre um homem e uma mulher não se resume à penetração. Há muita coisa que pode ser feita. No caso de dois homens, muitas vezes, cada um deles já sabe o que quer fazer. Aí é questão de conversar sobre o assunto e chegar a uma combinação, que não precisa ser definitiva. Vale para aquele momento, e as coisas podem ir mudando. O importante é que os dois estejam fazendo o que curtem, com cuidado e camisinha.



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Você conhece a camisinha feminina?



      A camisinha feminina é um produto novo, que chegou ao Brasil há poucos anos. Ela é pouco conhecida, e são ainda poucos os serviços de saúde que têm essa camisinha. Veja como colocá-la:

      Dobre o anel interno. (Figura 1)

      Introduza a camisinha feminina na vagina e empurre tão fundo quanto possível. (Figura 2)

      Verifique se ela está bem acomodada. (Figura 3)

      O anel externo fica para fora. Essa sobra é importante para garantir a segurança da camisinha pois, durante a relação, pênis e vagina aumentam de tamanho e a camisinha se ajusta melhor. (Figura 4)

      Depois de ser usada ela deve ser jogada fora.

      Cuidados:

      Observe se a embalagem não está furada.

      Verifique a data de validade.

      A camisinha feminina não pode ser usada com a masculina, porque uma camisinha roçando na outra aumenta o risco de haver rompimento.



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Você sabe usar a camisinha masculina?



      A camisinha deve ser colocada antes de qualquer penetração e com o pênis ereto (duro). (Figura 1)

      Para colocar a camisinha, deve-se apertar com cuidado a pontinha da camisinha (espaço para o esperma), colocá-la sobre o pênis e desenrolá-la pouco a pouco, até chegar à base do pênis. Isso evita que se formem bolhas de ar que provocam o rompimento da camisinha. (Figuras 2, 3 e 4)

      Depois que o parceiro gozar, ele deve retirar o pênis enquanto ele ainda está duro. Quando o pênis começa a amolecer, a camisinha fica frouxa e o esperma pode derramar.

      Retire a camisinha com cuidado, não deixando que o esperma seja derramado.

      Depois da retirada, dê um nó e jogue fora.

      Cuidados:

      Como evitar o rompimento da camisinha?

      Observe se a embalagem não está furada.

      Verifique a data de validade.

      Se a camisinha for comprada, veja se ela tem o selo de qualidade do INMETRO.

      Não deixe as camisinhas em local quente e úmido. Elas devem ser guardadas em lugar fresco e seco.

      Use apenas lubrificantes à base de água. Não use lubrificantes oleosos (como vaselina, óleo de amêndoa etc.), que estragam o látex da camisinha.



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Quando devo colocar a camisinha



      Desde o início da transa, ou seja, quando começa a haver contato entre o pênis e a vagina (ou o ânus). Isso é fundamental tanto para se evitar a gravidez quanto a transmissão de doenças.

      Usar duas camisinhas ao mesmo tempo protege mais?

      Não. O atrito entre o latex das duas camisinhas pode até fazer com que estourem. Para quem não se sente seguro com as camisinhas comuns, o ideal é usar as que têm maior espessura.

      A mesma camisinha não pode ser utilizada mais de uma vez?

      Não. A camisinha foi feita para usar e jogar fora. E nem pense em lavar e usar de novo - a lavagem prejudica a resistência do latex.

      Por que as camisinhas estouram?

      Em geral, por mau uso: ou são colocadas do avesso, ou estão cheias de ar, ou a lubrificação é insuficiente. Evidentemente, também é preciso prestar atenção ao selo de qualidade do Inmetro e à data de validade.

      Existe risco de gravidez e contágio de Aids, mesmo usando a camisinha?

      A camisinha é a melhor forma de proteção. Seu uso correto evita a transmissão do vírus da Aids, das DSTs e da gravidez. Mesmo assim, existe um pequeno risco. Ela é considerada segura em 95% das vezes, pois há a possibilidade de que ela arrebente durante a transa, ou que seja colocada tarde demais, etc.

      O que fazer se a camisinha estourar?

      Interromper a relação, lavar a vagina e o pênis com água corrente e sabão e, só então, prosseguir a relação sexual com outra camisinha. No dia seguinte, o casal deve procurar o médico para escolher algum anti-concepcional de emergência (como a pílula do dia seguinte), se houver necessidade. Por precaução, é bom fazer o exame de Aids três meses depois.

      Camisinha dá alergia?

      Cerca de 1% das pessoas tem alergia ao látex (borracha utilizada na fabricação das camisinhas). Outros 1% tem alergia às substâncias químicas (espermicidas e lubrificantes) que existem em alguns tipos de preservativos. Quem notar qualquer alteração com o uso da camisinha, deve experimentar aquelas sem nenhum tipo de espermicida ou lubrificante ou então a camisinha feminina.

      As camisinhas de poluiretano são anti-alérgicas?

      Provocam menos alergia que o latex. As camisinhas femininas são feitas deste material, e é possível importar camisinhas masculinas deste material.

      As camisinhas coloridas, com música e com cheiro de frutas são tão seguras quanto as comuns?

      Depende. O ideal é procurar o selo de institutos de certificação estrageiros (ou do próprio Inmetro) e ler as instruções, para saber se o material do qual são feitas realmente protege.

      Precisa mesmo usar a camisinha no sexo oral?

      Sim. Já há relatos comprovados de transmissão do vírus da Aids pelo sexo oral. Por isso, não tem outro jeito.

      A camisinha é o único jeito de se proteger da AIDS?

      Não. O outro método é não transar, ou fazer sexo sem contato entre os órgãos genitais.



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Tire as suas dúvidas sobre HIV



      Como o HIV é transmitido?

      A forma mais comum de transmissão do HIV é a relação sexual com alguém infectado. O vírus pode entrar no organismo pela vagina, pelo pénis, pelo reto ou pela boca durante a relação sexual. O HIV também é transmitido por meio de sangue contaminado. Um número grande de infecções ocorreu no passado por meio de transfusões de sangue, a partir de doadores infectados. Atualmente, com os exames realizados nos bancos de sangue, o risco desse tipo de transmissão é extremamente pequeno.

      Mesmo com a intensificação das campanhas pelo uso de agulhas e seringas descartáveis, ainda é comum a transmissão do HIV entre os usuários de drogas. As mulheres contaminadas também podem transmitir o HIV aos seus filhos, durante a gestação, durante o parto e durante o aleitamento. O antiretroviral AZT, se administrado às soropositivas durante a gestação, pode reduzir o risco de mães infectarem os bebês. Os bebês devem nascer por meio de cesariana e não devem ser amamentados pela mãe. Se tudo isso for feito, o risco de eles serem infectados beira 1%, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

      Um estudo patrocinado pelo governo americano em Uganda descobriu ainda que apenas uma única dose do antiretroviral nevirapina, dada a uma gestante infectada durante o parto, e outra dose dada ao seu bebê até três dias após o nascimento reduzem pela metade os riscos de ele ser contaminado se comprado ao AZT. Mas a pesquisa ainda precisa ser aprimorada.

      Apesar de pesquisadores terem encontrado HIV na saliva de pessoas infectadas, não há evidências de que o vírus seja espalhado através da saliva. Pesquisas de laboratório mostram que a saliva possui propriedades naturais que limitam o poder de infecção do HIV. Mas ninguém sabe ao certo se os chamados "deep kissing", onde há intensa troca de salvia, ou contatos sexuais orais (sem troca de fluidos sexuais), poderiam agravar os riscos.

      Cientistas também não encontraram evidências de que o HIV seja transmitido por suor, lágrimas, urina ou fezes. Estudos em famílias com pelo menos um soropositivo mostraram claramente que o HIV não se espalha via contatos casuais como uso dos mesmos utensílios domésticos, piscinas ou banheiros. O HIV também não é transmitido por mosquitos nem outros insetos.

      Quanto tempo leva para o HIV causar a aids?

      Atualmente, o período médio entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sintomas é entre 8 e 11 anos, mas o vírus pode ser detectado no sangue do paciente entre algumas semanas e cerca de seis meses após a infecção. O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas varia muito de pessoa para pessoa e depende de seu status social e comportamento. Hoje, há diversos tratamentos capazes de retardar o dano que o HIV faz ao organismo.

      Qual é a conexão entre o HIV e as outras doenças sexualmente transmissíveis?

      Portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST) têm mais chances de contrair o HIV porque geralmente essas doenças provocam lesões e feridas na pele, o que facilita a entrada do vírus da aids no organismo durante as relações sexuais. As DST também enfraquecem o sistema imunológico da região genital de homens e mulheres, fazendo com que as células no local não consigam reconhecer a entrada do vírus, facilitando-a.

      De onde veio o HIV?

      A mais recente teoria, apresentada durante um congresso nos Estados Unidos em 1999, é a de que o HIV foi transmitido a partir de uma espécie de chimpanzé para o ser humano, possivelmente por meio do sangue que saiu de um arranhão. Esta é a teoria mais aceita pela comunidade científica.

      Já se sabe que o HIV existe nos Estados Unidos, no Haiti e na África desde pelo menos 1977 e 1978, quando casos raros de pneumonia, câncer e outras doenças foram reportados por médicos nas cidades de Los Angeles e Nova York. Em 1982, a doença que provoca a falência imunológica foi denominada de aids. Em 1984, descobriu-se o vírus que a causava, o HIV.

      Quais são os sintomas da doença?

      A maior parte das pessoas não apresenta nenhum sintoma a curto prazo quando é infectada pelo HIV. Algumas, no entanto, apresentam sintomas semelhantes aos da gripe entre um e dois meses depois da infecção: febre, dor de cabeça, fadiga, nódulos na garganta e no pescoço. Esses sintomas geralmente desaparecem dentro de um mês, sendo constantemente confundidos com outra infecção viral.

      Mas, durante esse período, os soropositivos possuem uma capacidade imensa de infectar os demais, com uma presença massiva do vírus nos fluidos genitais. Os sintomas mais severos podem não aparecer pelos próximos dez anos, no caso dos adultos, e dois, no caso das crianças. O período assintomático varia muito de pessoa para pessoa.

      Mesmo durante o período assintomático, o vírus está se multiplicando, infectando e matando as células do sistema imunológico. O efeito mais óbvio da infecção pelo HIV é um declínio do número de células T (também conhecidas como CD 4+T ou apenas CD4), que são as células que ativam o sistema imunológico (de defesa) do organismo. De acordo com o CDC, pessoas com menos de 200 células T em cada milímetro de sangue têm aids. Uma pessoa normal possui mil ou mais células, numa mesma quantidade de sangue.

      Além disso, há outros 26 sintomas que fecham um quadro clínico de um portador de HIV. Eles incluem tosse e falta de fôlego, febre, dificuldade de engolir, confusão mental e esquecimento, diarreia persistente, febre, convulsões e perda de memória, perda de visão, náusea, dor abdominal e vômito, perda de peso, dor de cabeça severa e coma. Algumas vítimas também desenvolvem herpes na boca, no ânus e nos aparelhos genitais e dores nos nervos. Crianças apresentam retardamento no crescimento e ficam doentes com extrema freqüência.



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Tire as suas dúvidas sobre a AIDS





      Até que ponto o sexo oral transmite a aids?
      Há um debate considerável sobre até que ponto o sexo oral transmite a aids. Há algum risco associado à transmissão do HIV por este meio, sem o uso da camisinha. Mesmo assim, as chances são menores do que as do sexo oral e vaginal. Mulheres e homens que recebem sexo oral possuem poucos riscos de contrair a aids. Uma forma de reduzir o risco, afirmam os médicos, é não ingerir os fluidos sexuais do parceiro.

      Quais são os tratamentos disponíveis contra o HIV?
      Há um número cada vez maior de medicamentos para tratar o HIV, que contribuíram para uma cronificação da doença, aumentando consideravelmente a expectativa e a qualidade de vida do soro positivo. O primeiro grupo de drogas são os inibidores da enzima transcriptase reversa, que impede, em um estágio inicial, que o vírus faça cópias de si mesmo impedindo que o HIV se espalhe pelo organismo e também o início de infecções oportunistas. (Exemplos: AZT, estavudina, lamivudina, abacavir, tenofovir). Há nesse grupo ainda os inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídeos como a nevirapina, o viramune e o efravirenz.
      Outra classe de drogas são os inibidores da protease, que interrompem a replicação do vírus em um estágio mais avançado. (Exemplo: ritonavir, indinavir, nelfinavir, lopinavir). Como o HIV se torna resistente com certa facilidade, os médicos podem combinar várias dessas drogas. Este ano, surgiu nos Estados Unidos o primeiro inibidor de fusão, que combate o vírus como uma estratégia diferente. Em vez de agir sobre a célula infectada como os outros remédios, a substância ativa do enfuvirtide modifica características do vírus de modo que impede sua entrada nas células. Outra classe promissora são os inibidores da integrase, uma outra enzima produzida pelo HIV que faz ele se multiplicar.
      A terapia antiretroviral é tida como a única forma eficaz de impedir as mortes com aids. Em muitos casos, pacientes submetidos à terapia chegam a ficar com carga viral em níveis indetectáveis no sangue, reduzindo os riscos de transmissão da doença.
      Pesquisas, no entanto, mostram que o HIV se esconde nos nódulos linfáticos, no cérebro, nos testículos e na retina do olho, mesmo em pacientes que estão sob tratamento. Apesar dos benefícios da terapia antiretroviral, um grande número de soropositivos apresenta efeitos colaterais graves com a terapia como náuseas, vómitos, problemas intestinais, dores nos nervos e inflamação no pâncreas. Por isso, o tratamento precisa ser acompanhado de perto pelo médico, que pode trocar medicamentos e tratar esses sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente.

      Quantas pessoas são vítimas da aids no mundo?
      Segundo os últimos dados do Unaids (órgão da ONU de combate à aids), 42 milhões de pessoas vivem com HIV hoje no mundo, 29,4 milhões delas na África subsaariana; 2 milhões na América Latina e no Caribe e mais de 6 milhões no sul e sudeste da Ásia. No Brasil, 610 mil pessoas vivem hoje com HIV e AIDS.



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Disfunções sexuais masculinas



      Essas disfunções são alterações sexuais do homem que aparecem quando fatores psicológicos ou orgânicos bloqueiam a relação sexual satisfatória. Existem vários tipos, veja as características de cada uma:

      Disfunção Erétil ou Impotência Sexual
      É a incapacidade do homem de obter ou manter uma ereção suficiente para realizar um ato sexual satisfatório.

      Ejaculação Precoce
      É a incapacidade de exercer um controle voluntário sobre a ejaculação, acontece sem controle do paciente. Esta disfunção pode aparecer brusca ou paulatinamente. Nosso Instituto oferece a possibilidade de realizar um diagnóstico e tratamento dessa disfunção.

      Ejaculação Retardada ou Anejaculação
      Trata-se de um excessivo controle involuntário da ejaculação, pelo qual o indivíduo não pode ejacular.

      Dispareunia
      É o coito doloroso, que pode acontecer durante o ato sexual ou algum tempo depois de ter terminado a relação.

      Desejo Sexual Inibido ou Anafrodisia
      É uma inibição persistente ou difusa do desejo sexual (libido). Se produz um bloqueio na vontade sexual, com a qual a freqüência das relações diminui consideravelmente, sendo às vezes quase nula.

      Curvatura do Pênis
      Como o próprio nome indica, trata-se de uma má formação congênita ou adquirida que curva o pênis para cima ou para baixo, para a esquerda ou à direita quando está em ereção.

      Curvatura Congênita
      A criança já nasce com a curvatura do pênis ou durante o seu crescimento esta aparece, e devido a uma falta de desenvolvimento homogêneo, o pênis vai se curvando. Quando esta curvatura é superior à 45 graus, pode impossibilitar uma relação sexual normal, já que é difícil quando não impossível, a penetração. Pode ainda provocar dor na mulher ou no homem ao se tentar a relação. Além de que o fator de preocupação aumenta, já que existe a possibilidade de que o paciente não tenha relações sexuais por vergonha do seu defeito anatômico.

      Curvatura adquirida ou doença de Peyronie
      É uma doença que produz curvaturas ou mudança na anatomia e perde, na maioria dos casos a capacidade de penetração e a ereção. Os sintomas mais freqüentes são: dor na ereção, curvatura do pênis, perda da qualidade da ereção, encurtamento e diminuição da grossura do pênis, não manutenção da ereção e um ou vários pequenos nódulos (caroços) os quais se percebem abaixo da pele do pênis. Em ocasiões, o fluxo sanguíneo do pênis pode ficar restrito pelas cicatrizes, fazendo com que a cabeça do pênis fique completamente mole. Quando isso acontece, é difícil ou impossível conseguir uma penetração. É comum a doença de Peyronie acometer os homens entre os 20 e 80 anos. É uma patologia que pode estar associada à diabetes ou como conseqüência de sondas uretrais, traumatismos, fraturas penianas e mais recentemente tem sido observada em indivíduos jovens submetidos a altos níveis de estresse.



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Disfunções sexuais femininas



      Essas disfunções são alterações sexuais da mulher que aparecem quando fatores psicológicos ou orgânicos bloqueiam a relação sexual satisfatória. Existem vários tipos, veja as características de cada uma:

      Dispareunia ou Coitalgia
      São doenças que a mulher apresenta durante o ato sexual, tornando-o doloroso e dificultoso. Abrange desde a irritação vaginal pós-coito até uma dor profunda que impede a relação sexual.

      Anorgasmia
      É um bloqueio do componente orgásmico, mas não da excitação. É uma disfunção bastante freqüente.

      Vaginismo
      É a impossibilidade de realizar o ato sexual, devido a contração involuntária dos músculos do terço inferior da vagina.

      Desejo Sexual Inibido ou Anafrodisia
      Trata-se de uma inibição da excitação em geral. Apresenta-se por uma falta de sentimentos eróticos, sendo para essas mulheres a relação sexual como um castigo. A situação provoca insatisfação e depressão.



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O que fazer quando a pessoa sofre de algum tipo de disfunção sexual?



      É recomendável que quando as pessoas sofrem de algum problema dessa índole, não se sintam envergonhadas e procurem ajuda profissional. A solução é mais fácil e rápida quando o problema é recente. É recomendável que o tratamento se realize com o casal, mas também pode ser feito individualmente. Todas as disfunções sexuais masculinas e femininas tem tratamento, com uma eficácia acima de 95%.



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Principais perguntas e respostas sobre doenças sexualmente transmissíveis.



(O que são, quais as mais frequentes, como preveni-las, fatos importantes outras)

      O que são doenças venéreas?

      São doenças infecciosas que têm como característica comum a transmissão por contato sexual. Sua denominação atual é D.S.T.

      Quais são as mais freqüentes?

      · Blenorragia (Gonorréia)
      · Sífilis
      · Uretrites inespecíficas
      · Vaginites
      · Verrugas venéreas
      · Herpes genital
      · AIDS (SIDA

      Quais são os sintomas?
      Dependem da doença que se tem. No caso da gonorréia, aparecem secreções na uretra do homem e no fluxo vaginal da mulher. Pode aparecer também ardência, ardor ao urinar e aumento da freqüência urinária. Assim como, úlceras, caroços na região genital, que podem ser dolorosos ou não (no caso da sífilis); verrugas, bolhas, coceiras, aparecimento de gânglios na virilha e dores no baixo ventre, etc.

      Posso estar contaminado sem ter nenhum sintoma?
      Sim, é mais comum que as mulheres tenham a doença sem apresentar nenhum sintoma. No homem também é possível, mas menos freqüente. Por isso é necessário, na dúvida, fazer exames que ajudarão no diagnóstico.

      O que devo fazer se creio estar contaminado?
      Em primeiro lugar, abster-se de toda relação sexual, avisar sua parceira(o) e procurar um médico especialista.

      O que não devo fazer?
      Não deve tomar medicamento algum por conta própria, ou por conselho de amigos não profissionais, pois um medicamento mal indicado pode mascarar uma doença e retardar o tratamento adequado. Não esconda o seu problema.
      As D.S.Ts controlam-se mais facilmente com diagnóstico precoce e tratamento preciso.

      Que complicações podem aparecer?
      No caso dos homens, as mais importantes, depois de ter uma blenorragia, são as estenoses da uretra (estreitamento do canal urinário), esterilidade, etc., que podem aparecer tempos depois de ter tido a doença.
      No caso da sífilis, se não for detectada no primeiro estágio, pode manifestar-se em um segundo ou terceiro estágio, com alterações do sistema nervoso, cardiovascular, cutâneo, etc., de prognóstico sombrio. Daí a importância de combater as D.S.T.s no início.
      Na mulher podem ocorrer obstruções de trompas (esterilidade), alterações do feto, etc.

      Como posso previni-las?
      O uso correto do preservativo pode ser um bom método para evitar a maioria das doenças venéreas. A higiene dos órgãos sexuais, urinar após o coito, evitar a promiscuidade sexual são métodos que diminuem as possibilidades de contágio. Contudo, não são infalíveis.

      Fatos importantes:

      · Cada doença venérea requer um tratamento específico.
      · Se uma mulher grávida tiver uma doença venérea, pode ser perigoso para o bebê.
      · Não tenham relações sexuais até que termine o tratamento e o seu médico assim orientar.
      · Avise a quem acredite que tenha contagiado.
      · Não existe imunidade contra a maioria das D.S.T.s, isto quer dizer que poderá ser infectado novamente pela mesma doença.
      · Não há vacina para a prevenção das doenças venéreas.

      AIDS (SIDA)

      É uma queda da imunidade com redução das defesas orgânicas que leva à morte por certas formas de câncer ou de infecções.
      A doença é atribuída ao vírus da imunodeficiência humana (HIV), tendo sido inicialmente observada em homossexuais, viciados em drogas injetáveis, hemofílicos, haitianos, africanos e aqueles que têm necessidade de transfusões de sangue freqüente. Hoje, muitos consideram a doença como de transmissão heterossexual, tentando assim eliminar os grupos de risco.
      A sintomatologia é variada e revela-se por sinais de queda das defesas orgânicas, com infecções freqüentes por bactérias e fungos. Febre, poliadenopatias, diarréia, perda de peso, anemia, astenia etc., sendo a moníliase, a pneumonia por pneumocystis carinii e o sarcoma de kaposi as complicações mais freqüentes. Estima-se que mais de 50% dos pacientes com diagnóstico confirmado já faleceram.
      Não há tratamento eficaz até o momento. Muitas drogas foram ensaiadas, todas com resultados relativos.
      Parece que a única forma de combater a AIDS (SIDA) é a profilaxia, evitando-se o coito ou usando proteção (camisinha de vênus).



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Saúde: Dicas para uma vida sexual saudável e prazerosa



       1. Sexo não se nasce sabendo, aprenda com seu corpo!

Uma das maiores causas de problemas sexuais está na desinformação e na falta de conhecimento do próprio corpo. Se não sei como reajo ao estímulo sexual, quais partes de mim são mais sensíveis ao toque, como poderei tirar maior prazer de mim mesmo e de um parceiro? Busque orientação especializada! Em algum momento, na sua intimidade, vasculhe seu corpo, observe-se no espelho, compare os pontos de seu corpo que mais lhe provocam sensações prazerosas. Para ensinar um parceiro a lhe dar satisfação, é necessário que você o ensine. Não há vergonha alguma em aprender. Geralmente o processo de descoberta e de aprendizado por si só já é bastante afrodisíaco.

2. Não focalize sua atenção no orgasmo e sim, nas sensações!

Se você inicia um envolvimento sexual ansiando logo pelo prazer final, há uma grande probabilidade de haver, cedo ou tarde, alguma forma de frustração, sua e/ou de seu parceiro. A rotina impera! O objetivo passa a ser o fim, e não o meio. No sexo, as coisas não funcionam assim. O orgasmo é o coroamento de um relacionamento sexual, muito desejado, necessário, mas não indispensável em todos os momentos. Por vezes, experimente gratificar seu parceiro, dar-lhe boas sensações, prorrogar ao máximo o clímax dele. Deixe passar essa vez, adie para o próximo encontro. É, sem dúvida, um tempero importante para resgatar o desejo em um casal.

3. O risco como afrodisíaco: limites para a saúde sexual

Buscar sexo em situações proibidas e de risco é uma via de duas mãos. Sabemos que o medo de leve intensidade pode estimular o desejo sexual. No entanto, qual é o limite de exposição a um risco, e em que circunstâncias devemos interromper a atividade sexual para não sofrermos danos?

Você não Sabe a Resposta!

A Fantasia é um substituto eficaz e seguro para a pessoa que precisa de riscos e proibições para se estimular sexualmente. Fantasie junto com seu parceiro, crie histórias, não há limites para os sonhos. Mas envolva-se sexualmente com segurança. O uso de condom (camisinha) e de algum outro método contraceptivo é de vital importância para a prevenção a danos. Não produza preocupações desnecessárias (já bastam as que vêm espontaneamente).

A tensão desvia o prazer.



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Ricardão: o bicho papão



Por Adalberto Andrade

Atualmente, a mulher casada está sexualmente realizada? A grande maioria, não. O homem brasileiro é tarado, gosta de sexo, mas, tecnicamente falando, é ruim de cama. É claro que existe um ou outro que se sobressai e foge à regra. Se duvidar, comece perguntando à própria esposa e, de quebra, ouça a opinião de outras mulheres e tire suas conclusões.

Existem técnicas cientificamente testadas e comprovadas de como melhorar o desempenho sexual, mas poucos têm procurado ler a respeito. E quando lêem não se interessam em se aprofundar, aprender de fato as técnicas. Ler apenas não basta: é preciso treinar, treinar e treinar. A mulher precisa tanto de sexo quanto o homem. Não diria em quantidade, mas em qualidade. A carência existe, isso ninguém pode negar.

A busca pela qualidade total não é uma exigência apenas de mercado com relação a produtos, serviços e atendimento. A mulher moderna quer sexo com qualidade. Que o homem que ela escolheu atenda às suas reais expectativas não só com relação ao seu desempenho sexual, mas em tudo que possa melhorar o relacionamento: amor, carinho, atenção, respeito, companheirismo, cumplicidade e vínculo emocional.

Há quem diga que o homem mudou, que houve um progresso na sua maneira de ser, pensar e agir. Eu, particularmente, discordo. A nossa cultura continua machista, ainda que de forma velada. A mulher é que, há muito, vem motivada, mudando e revolucionando o seu comportamento e superando conceitos e preconceitos solidificados há séculos. Está mais exigente e cobra uma performance melhor do homem na cama. Cansou de esperar e partiu para o ataque, deixando claro sua insatisfação.

Se um homem tem problemas para se relacionar hoje em dia é por culpa dele. Há muitas mulheres disponíveis, carentes de atenção e cheias de amor para dar. Se falta ao indivíduo autoconfiança e sensibilidade - se ele é incapaz de interpretar o que uma mulher realmente deseja e espera dele - não conquistará ninguém. E se conseguir não será por muito tempo.

O grau de exigência da mulher aumentou muito em razão da independência financeira que ela conquistou. Hoje, está mais seletiva na hora de escolher o parceiro ideal. Conhecer novos parceiros também ficou mais fácil para as mulheres expostas ao convívio com outros homens no ambiente de trabalho. Por isso, quer como companheiro um homem maduro, experiente, compreensivo, carinhoso, dedicado e viril. Que não a veja como uma Amélia, mas como uma mulher de verdade.

Muitos relacionamentos não sobrevivem ou se tornam sem graça porque, mesmo quando o homem é bom amante fora do casamento, nem sempre é grande coisa com a própria mulher. Ele não se dá o tempo de satisfazê-la ou criar um clima. Não precisa provar mais nada. Antes de deixá-la pronta para o ato, no seu ponto de excitação máxima, ele já quer penetrá-la.

Muitos homens acreditam que se transarem com toda a força durante cinco minutos, ela irá gozar. Não é bem assim. A mulher precisa de clima, de emoção e envolvimento. Quer sentir cada centímetro do seu corpo tocado, acariciado, beijado e explorado pelo seu parceiro.

Numa transa fora de casa, o homem precisa provar que é o máximo, um fenômeno na cama, então ele dá àquela mulher todo o tempo do mundo, faz um esforço extra e dá um show. No fim das contas, é o que faz com que ele pense que o que tem em casa já não pareça interessante. Se dedicar mais tempo na cama à sua esposa e tratá-la como trata a outra, descobrirá que ela é tão atraente e 'gostosa' quanto a que ele procurou lá fora.

Aqui é oportuno destacar a figura do ‘Ricardão’. O bicho-papão que assusta os homens - principalmente os infiéis - e encanta as mulheres mal amadas, não surgiu por acaso. Nasceu da carência afetiva e sexual feminina. Seu papel social é dar carinho e "assistência" as mais carentes e infelizes senhoras de nossa sociedade. Via de regra sabe identificar uma mulher carente e o que fazer para seduzi-la.

Normalmente, é alguém muito próximo e que inspira confiança. Tem tempo, disposição e vontade de agradar. Não tem muito com que se preocupar, a não ser manter em segredo que está saindo com a mulher do seu melhor amigo, com a esposa do patrão ou até mesmo do seu vizinho mais próximo. Portanto, se não quer ver sua mulher se realizando nos braços de outro, dê o que há de melhor em si. Dedique mais tempo às preliminares, faça uma excursão por todo o seu corpo e desperte o vulcão adormecido dentro dela.

Quando se deixar envolver de fato e procurar, em cada atitude, mostrar o quanto se preocupa com seu bem estar afetivo e sexual, verá o quanto ela é maravilhosa e boa de cama. ‘Ricardão’ que o diga! Faça amor com sua mulher, antes que alguém o faça. Se é para levá-la ao orgasmo, que você tenha à preferência e não outro. Pense nisso!



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Infidelidade afeta de maneira diferente homens e mulheres




Claudio R. S. Pucci

O quão culpado você sente com a possibilidade de trair seu parceiro? Foi com essa pergunta em mente que psicólogos das universidades de Halifax e de Toronto no Canadá e da Universidade de Viena, na Áustria, conduziram um interessante estudo envolvendo 66 mulheres e 65 homens com idade média em torno dos 28 anos, todos canadenses. A questão da culpa era a variável mais relevante, já que até o momento os estudos da psicologia evolucionária sempre abordaram o ciúme que a pulada de cerca gera. A culpa é o mecanismo central para um comportamento responsável, e serve como um alerta em relação às ações de uma pessoa serem inaceitáveis para seu parceiro ou grupo social. Culpa também é inversamente proporcional à intenção, ou seja, quanto mais intencional for o ato, menor a culpa.

Os estudiosos separaram a traição em duas categorias básicas: a física, onde o ato sexual de fato é o mais importante, e a emocional, onde existe sentimento de amor ou paixão envolvido, sem necessariamente ocorrer o ato sexual. O resultado final é que homens se sentem mais culpados quando protagonizam a traição física, enquanto nas mulheres o peso na consciência é maior quando ocorre uma infidelidade emocional. Na verdade os pesquisadores esperavam uma resposta inversa, onde homens estariam se preocupando mais com a traição emocional, uma vez que a predisposição masculina para sexo é inerente a esse universo. Já a mulher estariam preocupadas com a física, já que sabem o quanto elas afetam os homens.

E porque os pesquisadores erraram em suas hipóteses? Segundo o estudo, homens no geral tendem a dar mais valor aos aspectos sexuais de seu relacionamento, enquanto as mulheres costumam superlativar a questão emocional. Ambos os lados projetam seus próprios valores éticos no parceiro, enquanto na verdade, eles são bastante distintos.

Essa valorização de duas perspectivas diferentes na relação do casal também se reflete na hora de perdoar uma traição. Para os dois sexos uma traição física é difícil de engolir, mas para as mulheres pesquisadas o relacionamento tem uma chance muito maior de chegar ao fim se elas descobrirem que o parceiro está dormindo com outra pessoa. Maior até do que se ele estiver emocionalmente envolvido coma um terceira.

O grande viés do estudo, publicado na revista Evolutionary Psichology, é que as pessoas entrevistadas não estavam obrigatoriamente envolvidas com alguém e também não confessaram se já haviam traído ou não - o que não invalida a tentativa de entender melhor um assunto tão combustível.



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Para a mulher, a traição pesa mais na consciência quando há a infidelidade emocional. Mas no Brasil, as opiniões se dividem



Ana Paula Barros, empresária de 39 anos, nunca passou pela experiência de saber de uma traição, mas afirmou ao Terra que perdoaria uma. “Claro que não seria a coisa mais fácil do mundo e haveria mágoa, mas perdoaria com certeza. Eu não abriria mão do homem que eu amo por causa de um deslize dele”. A coisa muda, porém, se ele estivesse envolvido emocionalmente com a pessoa. "Nesse caso não acho que cabe perdoar ou não, mas compreender, aceitar e esquecer. Perdoar um sexo casual é uma coisa, mas se ele se envolveu, se gostou e houve sentimento, é diferente. Não sei se eu conseguiria compreender e aceitar uma traição nesse caso. Provavelmente o relacionamento acabaria."

Daniele Schupp, carioca de 40 anos, perdoou alguns deslizes de seu ex-marido, mas quando ele se envolveu sentimentalmente com outra pessoa foi a primeira a desejar-lhe sorte e felicidade na nova empreitada. "Quando ele se apaixonou mesmo, nós já tínhamos uma relação mais de amizade do que de marido e mulher. E as coisas não aconteceram de propósito, ele não procurou me trair, aconteceu. Dei a maior força para ele voltar para a Holanda (seu país de origem) e viver o seu grande amor. Se eu não tivesse feito isso, seria por puro capricho, por egoísmo total." Essa maturidade acabou levando as duas, ex-esposa e amante, a se tornarem amigas íntimas depois da morte do ex-marido e até hoje se encontram uma vez por ano.

Marcelo Vaz, engenheiro agrônomo de 43 anos, já foi traído e acabou perdoando. Mas em uma outra situação, e já ao lado de outra pessoa, Marcelo teve uma noite de sexo casual, se sentiu mal e acabou contando. "Dancei, nesse caso", diz ele. Mauro Suannes, economista de 40 anos, já é mais categórico em sua opinião: "Eu não perdoaria nenhum dos dois casos. Se for sexo casual pode parecer que o sexo comigo não está bom, então não adiantaria eu perdoar e ela voltar pra mim. Se tiver envolvimento emocional, pior ainda, pois poderia levá-la a continuar pensando na outra pessoa, mesmo estando comigo." Patrícia Scheuermann, 39 anos, concorda. "Para mim, seria impossível manter um relacionamento onde a sombra de uma traição, mesmo que "apenas" sexual, estivesse presente. Como saber se esse tipo de traição não viraria um hábito?"

Talvez a melhor maneira de evitar a infidelidade é manter o diálogo sempre aberto. Pelo menos é o que acredita Mauro Suannes. "Se algo está ruim no relacionamento é melhor conversar com a parceira, pois traí-la não resolve os problemas do casal." Mesmo porque algumas reações a uma pulada de cerca podem ser mais explosivas que outras e deixar marcas piores que a culpa, como Luciana D. Vedove, 35 anos, deixa bem claro. "Ele teria que se dar por feliz por eu deixar que ele continuasse a manter seu órgão sexual depois de uma traição." E aí? Vai arriscar?

A crise financeira é uma oportunidade de o casal se unir ainda mais?





Thaís Camargo

Das rodinhas nas mesas dos bares às conversas em família, o assunto é um só: a crise financeira que insiste em bater à porta, geralmente com a perda do emprego.

Nesta quarta-feira, por exemplo, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) anunciou que o índice de desemprego no Brasil é o maior no mês de março desde 1985. A redução no número de funcionários é a estratégia de muitas empresas para tentar afugentar o quadro de colapso econômico.

E, entre um corte e outro, você ou seu companheiro pode ser uma das vítimas. "O desemprego é a oportunidade de o casal discutir os efeitos da crise", afirma Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos.

Na prática, segundo o especialista, isso significa uma reavaliação dos gastos. "Ajustes radicais podem contribuir para atravessar a crise. Trocar o carro por um mais barato ou o apartamento por um menor são estratégicas eficazes e inteligentes", afirma.

O que não pode ser eliminado da vida do casal, diz o consultor, são as atividades de lazer. "Eles não precisam sair todos os dias para jantar, mas é importante que mantenham um encontro semanal com os amigos para tomar um choppinho." Afinal, o isolamento só contribui para baixar a auto-estima e, quando a autoconfiança é deixada de lado, fica ainda mais complicado arrumar um novo trabalho.

A psicanalista, pós-graduada pela USP (Universidade de São Paulo), Léa Michaan compartilha do ponto de vista do consultor. Ela traduz a dificuldade econômica como chance de descoberta de outros prazeres pelo casal. "Uma caminhada ou assistir a um filme em casa podem ser programas bastante agradáveis", diz.

Mas é claro que estar desempregado não é nada fácil. Ainda mais quando é o homem quem está nessa situação. "Embora a mulher tenha conquistado seu lugar no mercado de trabalho, o homem ainda carrega o estigma de provedor", diz a terapeuta de adultos, casais e família, Marina Vasconcellos.

Para ela, críticas e cobranças só prejudicam a relação. Em vez de julgar o parceiro, experimente incentivá-lo mostrando quantas conquistas ele já alcançou profissionalmente. Assim, ele se sentirá mais confiante na disputa por uma nova vaga, alerta a terapeuta.



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Para ajudar a afastar o fantasma da crise econômica de seu relacionamento, os especialistas listaram 10 estratégias.



As dicas podem ajudar a fortalecer a cumplicidade e reforçar o amor. Confira:

1. Ajuste os gastos à nova realidade para não terminar afundado em dívidas;

2. Seja forte e não se deixe abalar por sensações, como frustração e ansiedade;

3. Trace um plano B. Pense em alternativas para reforçar a renda com alguma atividade que saiba fazer. Por exemplo, não há nada de errado em vender os quitutes que você faz como ninguém;

4. Procure manter o equilíbrio emocional, pois a sensação de fracasso impede que se sinta apta para disputar uma nova vaga de trabalho;

5. Reserve uma parte do dinheiro para atividades de lazer, como um choppinho com os amigos uma vez por semana;

6. Dê um tempo a si para se restabelecer emocionalmente. Afobar-se só torna a busca por um emprego ainda mais traumatizante;

7. Apegue-se a resultados positivos conquistados anteriormente para entender que não é um mau profissional, mas que o mercado de trabalho está enxuto em tempos de crise;

8. Afaste quaisquer críticas, cobranças ou julgamentos. Essas atitudes só servem para baixar a auto-estima de quem perdeu o emprego;

9. Reavalie seu potencial. Sua profissão realmente lhe traz prazer? É uma boa hora de virar a mesa para investir em outra carreira;

10. Não desista de encontrar um trabalho. As crises, felizmente, são passageiras.



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Perguntas que todos gostariam de fazer.



- Acho que não consigo satisfazer minha parceira e não sei o que fazer ?
Não se sinta obrigado a nada em um relacionamento sexual. Seja espontâneo, sincero e pense somente na parceira no momento do sexo, em lhe dar prazer, mas sem cobranças. O diálogo entre o casal é também muito importante. Pergunte para ela como quer os seus carinhos. As mulheres são diferentes e tem que ser preparadas por no mínimo 15 minutos para se iniciar a penetração.

- A Fimose causa a ejaculação precoce ?
A Fimose é quando o menino nasce com a pele (prepúcio) que recobre a glande fechada que não se expõe. Isso faz com que a glande fique muito sensível e o homem ejacule ao simples contato com a mulher. Pode ser a causa da Ejaculação Precoce

- Como é o tratamento para ejaculação precoce ?
Para ejaculação precoce o tratamento baseia-se em reaprender a ejacular. Saber todas as sensações no pênis antes do orgasmo e conseguir diminuir o ritmo da penetração e prolongar o tempo da ejaculação. Um ansiolítico pode ajudar, mas não cura. Procure um terapeuta sexual para lhe dar os exercícios sexuais que farão você reaprender a ejacular.

- O que é ejaculação precoce?
Um dos problemas sexuais mais comuns é a ejaculação precoce, que consiste em um orgasmo masculino em um tempo considerado rápido, que deixa o homem frustrado e sua parceira sexual sem ter tido uma excitação suficiente para atingir o orgasmo.
Não há um tempo pré definido para o homem e a mulher chegarem ao orgasmo, ele vem quando o homem e a mulher chegam a um nível suficiente de excitação tal que desencadeiam o mecanismo do orgasmo.
Os gráficos de excitação do homem e da mulher são diferentes, sendo fácil concluir-se que se os dois começarem o coito sem controle, na maioria das vezes o homem chegará ao orgasmo antes da mulher. Este fato deixa o homem frustrado pois a relação se torna rápida e não conseguiu com que sua parceira tenha o prazer completo.
O mais freqüente método utilizado pelos ejaculadores precoces consiste em distrair-se, não pensar no que está fazendo ou, inclusive, pensar em temas não sexuais como o trabalho e o futebol. A masturbação prévia, o uso de mais de uma camisinha e o uso de cremes anestésicos são outros métodos usados. Nenhum destes recursos é aconselhável pois se um homem se distrai muito durante a relação, excede-se na dose do álcool ou diminui a sensibilidade de seu pênis, tem muitas possibilidades de acabar com um problema de ereção. Também tentar uma segunda ereção a seguir de uma ejaculação rápida pode não ser possível a partir de uma certa idade, a não ser que se deixe passar muito tempo.
As causas de ejaculação precoce são orgânicas (20%) e psicológicas(80%). A fimose e um "freio curto" do pênis são as causas orgânicas pois aumentam muito a sensibilidade desta região e aumentam muito a excitação no homem, não dando possibilidade deste segurar a sua ejaculação. Estas doenças podem ser resolvidas com cirurgia. A ansiedade aumentada é a causa psicológica mais comum da ejaculação precoce, que pode ser diminuída com medicamentos e com terapia sexual.
Uma correta aprendizagem do controle ejaculatório, já que existem fases de excitação durante o coito até a ejaculação, e saber parar no momento certo é a intenção do tratamento. O tratamento correto é eficaz e ajuda muito na sexualidade do casal.

- Existem espermatozóides na secreção que sai do pênis quando ele está ereto?
A secreção peniana durante a ereção, produzida para a lubrificação na penetração, pode em parte dos homens, conter espermatozóides. Por isso, se a mulher estiver no período fértil, e se a secreção conter espermatozóides, ou o homem ejacular no intróito(entrada) vaginal, pode ocorrer a fecundação. Mas, seria mais prudente usar camisinha, também para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

- As preliminares na relação sexual são importantes ?
Você está certa. As preliminares são importantes e essenciais. Sem elas a mulher não se prepara para receber o pênis e muito menos para chegar ao orgasmo. Aprenda sobre seu corpo e depois ensine ao seu parceiro. Tenham no mínimo 15 minutos de preliminares, ou mais.Assim você terá uma resposta sexual de excitação muito maior e mais prazerosa.

- Existe o Hímem Complacente ?
Sim,existe e dificulta o seu rompimento na primeira relação sexual da mulher.O hímen complacente não atrapalha no orgasmo enquanto não for foco de perda da excitação. Com certeza um lubrificante (KY) vai ajudar. Ela deve procurar um ginecologista para uma melhor avaliação.Não se deve forçar demais na relação para a sua rutura pois pode machucar e traumatizar física e psicológicamente a mulher.

- Tenho Varicocele e não tenho filhos. Devo operar?
A cirurgia de Varicocele é também indicada para homens que tem essas veias no escroto e alterações no espermograma ( exame que conta os espermatozóides e analisa a sua fertilidade). A cirurgia pode ou não aumentar as chances de uma gravidez melhorando o seu espermograma. Não há qualquer tipo de garantia da melhora da fertilidade com a cirurgia. A vitamina E também ajuda um pouco. Consulte um urologista.

- Qual a diferença entre Glande e Clitóris ?
A Glande e o Clitóris têm mais ou menos a mesma resposta sexual.São formados por tecidos extremamente inervados, que faz com que sejam mais sensíveis que outras partes do corpo. Os dois se intumescem na excitação, devido a um represamento de sangue aumentando-os de volume.A diferença é que o clitóris tem uma função estritamente sexual.

- Sexo oral transmite AIDS?
O sexo oral pode também transmitir a Aids por ser a saliva uma secreção que contém os vírus.Pelo beijo é mais difícil esta contaminação porque a saliva vai para o estômago que contém o ácido clorídrico que mata os vírus.Agora se houver sangramento da gengiva e/ou ferimentos no pênis e/ou na vagina e na prática do sexo oral, pode haver riscos de contaminação

- Qual o tratamento mais moderno para o Herpes Genital ?
Os especialistas que cuidam dessa doença são: urologistas, ginecologistas e infectologistas. O tratamento atual, é muito caro, usado hoje a base de Interferon (injeção que aumentam a resistência do paciente), mas também não tem garantia de cura total.

- Existem exames para fazer o diagnóstico da Herpes Genital?
O diagnóstico é clinico, mas há muitas variações dos sintomas e sinais. Estes sintomas também podem ser de vaginite inflamatória com coceira, dor na relação, corrimento vaginal.No homem ocorrem pequenas bolhinhas no pênis que estouram em dias e podem se curar espontâneamente.Procure ajuda médica especializada.

- Qual pomada devo usar para Herpes Genital?
Não faça tratamento por conta própria. Procure um ginecologista ou um urologista no caso de ser homem

- Tenho Herpes Genital e quero saber se ele volta sempre ?
O herpes, por ser uma doença viral, pode ficar em estado latente por vários anos e depois reaparecer sem causa aparente. Outras formas de contaminação, além da relação sexual, são: mãos, beijos, contato com qualquer parte do corpo. Outro fator é a necessidade de ter uma predisposição pessoal para adquirir a doença. O stress e a depressão também causam queda do estado geral da pessoa e podem levar ao herpes ou a sua rescidiva.

- Após a infecção pelo HIV, quanto tempo pode demorar até a manifestação dos primeiros sintomas da aids em si?
Em geral, os primeiros sintomas da aids começam a aparecer entre oito e dez anos após a contaminação pelo HIV, como conseqüência à diminuição do número de linfócitos T CD4+, que são as células de defesa do organismo. Esse tempo, porém, varia de pessoa para pessoa. Há casos em que a aids demora mais tempo para se manifestar, podendo a presença do HIV passar despercebida por vários anos. Há registro de casos em que se passaram 15 anos até a manifestação dos primeiros sintomas da doença (aparecimento das infecções oportunistas), tempo este denominado período de incubação. Nessa fase, o acompanhamento médico é muito importante. A queda da contagem de linfócitos T CD4+ é de 30 a 90 células por ano e está diretamente relacionada à velocidade da reprodução viral e à progressão para a aids.

- A ausência de sintomas evidentes da doença exclui a possibilidade de haver infecção pelo vírus HIV?
Não. A pessoa pode estar infectada pelo HIV e não ter desenvolvido a doença (aids), não tendo, portanto, nenhum sintoma da doença. A aids propriamente dita pode levar mais de 10 anos para aparecer e manifestar os primeiros sinais e sintomas.

- Para se fazer o diagnóstico de uma possível infecção pelo HIV, que período de tempo deve-se esperar para fazer o teste de aids?
Após exposição à situação de risco, recomenda-se uma espera de 03 meses (90 dias) para fazer o teste de identificação.

- Que teste detecta o vírus da aids?
O teste mais utilizado nas investigações diagnósticas, para detecção de anticorpos anti-HIV no organismo, é o Elisa. Ele procura no sangue do indivíduo os anticorpos que, naturalmente, o corpo desenvolve em resposta à infecção pelo HIV. O resultado desse teste é rápido, mas, ocasionalmente, pode surgir um falso positivo (resultado positivo para o HIV, em uma pessoa não contaminada pelo vírus). Por isso, caso o resultado seja positivo, aconselha-se repetir o Elisa e, em seguida, fazer o teste de Western Blot para que não restem quaisquer dúvidas.
O teste de Western Blot é mais sensível e define, com mais precisão, a presença de anticorpos anti-HIV no sangue. No entanto, como é mais complicado e exige condições técnicas mais avançadas, só é utilizado como confirmação do Elisa.
Os exames habituais (ELISA e Western-Blot) detectam anticorpos contra o HIV, produzidos pelo sistema imune do hospedeiro. Desta forma, existe um período (chamado de "janela imunológica") em que o indivíduo pode estar infectado, sem, no entanto, ter estabelecido ainda uma taxa de anticorpos em quantidade detectável. Assim, o indivíduo com infecção recente, ainda não detectável pelos exames habituais, pode transmitir o vírus, uma vez que esse já pode estar circulante no sangue e ser eliminado nas secreções. Além disso, na fase inicial da infecção, as taxas de vírus circulantes podem ser altas, uma vez que a resposta de defesa do hospedeiro ainda não está estruturada.
O teste sorológico para AIDS pode ser realizado em laboratórios clínicos particulares. Porém, o ideal é realizar o exame após consulta e aconselhamento médico.
Em parte por preconceito, mas muito por desconhecimento, são muitos os mitos que envolvem a homossexualidade em nossa sociedade. E é natural que assim seja, já que os próprios homossexuais, com medo da rejeição da família, dos amigos e da sociedade em geral, e por se sentirem culpados pela sua "diferença", tendem a esconder seus verdadeiros sentimentos e desejos e levar uma vida quase clandestina.
Dessa forma, acabam reforçando as fantasias, os estereótipos e os mitos. Também as religiões, de um modo geral, por condenarem a homossexualidade como não "natural", contribuem e muito para esse isolamento e o conseqüente fortalecimento dos preconceitos. Mas quais são esses mitos? E o que eles têm de verdadeiro?

A homossexualidade é uma escolha?
Ninguém escolhe ser homossexual. O desejo emocional e sexual por pessoas do mesmo sexo surge espontaneamente, da mesma forma que acontece com os heterossexuais. O que as pessoas podem escolher é se irão ou não ter comportamentos homossexuais. Uma coisa é a orientação homossexual (desejo, atração física e emocional), outra é o comportamento homossexual (relações amorosas e/ou sexuais com parceiros do mesmo sexo).

Homossexuais levam uma vida solitária e promíscua?
Embora a maioria dos homossexuais tenha, de fato, uma vida sexual muito ativa, existe um grande número de homossexuais que escolhem relações monogâmicas e desenvolvem relacionamentos estáveis e de longa duração. A necessidade e o desejo de amar e ser amado, de criar vínculos afetivos e de compartilhar intimidade são os mesmos para homo e heterossexuais. A dificuldade pode estar, muitas vezes, em concretizar e realizar esses anseios numa sociedade homofóbica.

Homossexuais são pessoas que gostariam de trocar de sexo?
Não necessariamente. É importante distinguir orientação sexual (desejo/atração) de identidade sexual (identificação psicológica com um determinado sexo) e papel sexual (comportamentos socialmente atribuídos ao sexo). A maioria dos homossexuais sente-se perfeitamente identificada com seu sexo biológico e não deseja trocar. Apenas sentem-se atraídos física e emocionalmente por pessoas do mesmo sexo. Uma situação bem diferente da dos transexuais, que se identificam psicologicamente com o sexo oposto ao seu sexo biológico.

Homossexuais são pessoas angustiadas e infelizes?
A maior dificuldade que o homossexual enfrenta é a auto-aceitação da sua orientação sexual. Normalmente ele cresce com muito medo de que seu "segredo" seja descoberto, fica angustiado por não saber exatamente o motivo da sua "diferença" e culpado por sentir desejos considerados "não naturais". Além disso, costuma sofrer abusos verbais e emocionais por parte de colegas e mesmo dos entes queridos.
Uma vez que consiga superar essas dificuldades, aceitar sua natureza, criar vínculos com outros homossexuais e se ajustar à sociedade, a maioria dos homossexuais é capaz de desenvolver uma vida plena e satisfatória. Suas dificuldades não são muito diferentes das dos heterossexuais.

Homossexuais não podem ser bons pais?
Há inúmeros estudos indicando que não há nenhuma diferença significativa nos índices de ajustamento de uma criança em função da orientação sexual dos pais. Também não há nenhuma evidência científica da influência da orientação sexual dos pais na orientação da criança. Se isso fosse verdade não haveria homossexuais filhos de heterossexuais. As dificuldades relatadas por pais homossexuais e filhos de homossexuais se referem ao preconceito e à intolerância da sociedade.

Todos os homossexuais masculinos têm trejeitos femininos e vice-versa?
De forma alguma. O que caracteriza a orientação sexual é a presença da atração por pessoas do mesmo sexo, e só isso. No mais, homossexuais, masculinos e femininos, variam tanto quanto os heterossexuais. Podem ter trejeitos ou não, ser ou não delicados ou masculinizados, gostar de atividades características do seu sexo biológico ou não, ser mais sensíveis ou menos sensíveis, etc. Há homossexuais exercendo todo tipo de atividade profissional e atuando em todas as áreas da sociedade, sem que, muitas vezes, ninguém perceba sua orientação.

Homossexuais precisam de ajuda psicológica profissional?
Não mais que os heterossexuais. Desde 1973 a American Psychiatric Association, logo seguida pela American Psychological Association, deixou de considerar a homossexualidade doença ou desvio de conduta. Trata-se apenas de uma forma diferente de manifestação da sexualidade, presente em todas as sociedades e culturas ao longo da história da humanidade. Homossexuais podem se beneficiar de uma ajuda profissional para ajudá-los a compreender melhor sua sexualidade e desenvolver formas saudáveis de lidar com as dificuldades impostas pela sociedade. Afora isso, podem procurar ajuda pelos mesmos motivos que os heterossexuais.



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